continuação…
David prendeu a respiração. Seu corpo estava começando a reagir de forma mais intensa, algo diferente se manifestava, embora ainda fosse sutil.
— E agora? — perguntou ela, sem interromper o que fazia.
Ele respirou fundo, tentando decifrar a sensação.
— Eu… acho que sim… tá começando a voltar.
Vera sorriu, satisfeita.
— Tá vendo? Só precisava de mais dedicação. Vamos ver até onde vai.
Vera continuava seus movimentos, e David, cada vez mais imerso no momento, se entregava às sensações que retornavam gradativamente. Sua respiração ficou mais pesada, os músculos do corpo relaxavam conforme ele se permitia sentir.
A cada novo toque, Vera começou a movimentar a língua junto, explorando a área com mais precisão. David sentiu um arrepio percorrer sua espinha quando a língua dela passou diretamente sobre a cicatriz. A sensibilidade ali estava voltando, e a resposta do corpo dele era evidente.
David tentou manter o controle, mas, por razões óbvias, o estímulo o levou ao ápice. Seu corpo estremeceu, e num instante inevitável, chegou ao clímax.
Vera sentiu algo dentro da boca, mas permaneceu tranquila, sem demonstrar surpresa ou desconforto. Apenas ergueu o olhar para David, que ainda ofegava, tentando recuperar o fôlego.
Ela sorriu de canto e deu um tapinha de leve na coxa dele.
— Viu? Era só uma questão de um empurrãozinho. Você tá bem agora.
David acenou com a cabeça em sinal de sim, ainda ofegante, um misto de alívio e incredulidade estampado no rosto.
Vera apenas se levantou, foi até o banheiro e lavou a boca com calma. Sem pressa, enxaguou-se e ajeitou os cabelos no espelho antes de sair.
David permaneceu deitado, ainda assimilando tudo o que aconteceu. Quando ela voltou, já estava retomando seus afazeres como se nada tivesse ocorrido.
Ele a observou por um momento e, com um tom emocionado, disse:
— Vera… obrigado. Ninguém faria isso por mim.
Ela riu, balançando a cabeça.
— Você tem sorte de me ter, menino. Eu sou incrível.
Os dois caíram na gargalhada, o clima leve e sem constrangimento.
David, ainda sorrindo, comentou:
— Sua sabedoria é sem precedentes, Vera. — soltou um riso.
Ela apenas deu de ombros, voltando ao que estava fazendo, como se aquilo fosse apenas mais um dia normal.
No dia seguinte, a rotina continuou como sempre, sem qualquer menção ao que havia acontecido entre eles. Vera chegou pontualmente, pegou seus materiais de limpeza e começou a trabalhar sem cerimônias.
David a observou por um momento, tentando decifrar se havia alguma mudança no comportamento dela. Mas nada. Nenhum olhar diferente, nenhum gesto hesitante. Para Vera, parecia que tudo era parte do cotidiano.
Enquanto esfregava a pia, ela puxou assunto sobre as garotas do condomínio, como fazia de vez em quando.
— E então, David, já tomou coragem pra dar uma investida decente em alguma das meninas? Ou continua nessa vidinha de rapaz misterioso? — disse, com um sorriso de canto.
David riu, aliviado. A relação deles continuava igual. Nenhuma tensão, nenhum desconforto. Apenas Vera sendo Vera.
— Sei não, viu, Vera. Acho que depois do que passei, perdi um pouco da ousadia. — respondeu, brincando.
Ela bufou, fingindo impaciência.
— Tá vendo? Os homens de hoje tão tudo frouxo! No meu tempo, não tinha essa de pensar demais, não.
Ele soltou uma gargalhada e sentiu um peso sair dos ombros. Sim, tudo estava exatamente como antes.
Passados três meses após o ocorrido, os dois estabeleceram um novo hábito. No terceiro dia de limpeza da semana, Vera não trabalharia. Em vez disso, beberia cerveja com David. A ideia partiu dele, que achava injusto ela só limpar sem ter um tempo para relaxar.
— Mas ó, menino, não vou diminuir o valor, viu? — brincou Vera, apontando o dedo para ele.
David riu, já esperando essa resposta.
— E eu lá ia pedir desconto? Você acha que eu sou o quê? — respondeu ele, entregando uma cerveja gelada para ela.
Sentados na varanda, conversavam sobre tudo e nada ao mesmo tempo. O sol da tarde começava a descer, dando à cena um ar tranquilo e despreocupado. Vera se recostou na cadeira e suspirou.
— Rapaz, se eu soubesse que ia ter folga assim, tinha pedido antes! — disse, dando um gole generoso na cerveja.
David sorriu e bateu a latinha na dela num brinde desajeitado.
— Tá vendo? Só boas ideias por aqui. E eu ainda ganho companhia de qualidade. — respondeu, piscando um olho.
Vera riu alto, balançando a cabeça.
— Tá me cantando, é, moleque? Vai arranjar uma moça nova pra te dar bola!
David gargalhou junto com ela. A amizade entre os dois só crescia, e com cada conversa, a liberdade entre eles aumentava ainda mais.
Vera deu um gole longo na cerveja e olhou para David com um sorriso de canto.
— Aliás, sobre isso, como tá indo com as meninas? Já tá pegando geral? — perguntou, sem rodeios.
David deu uma risada meio sem graça e coçou a nuca.
— Sim e não… Já fiquei com algumas, mas só transei com uma. Sei lá, tô me sentindo meio limitado.
Vera arqueou a sobrancelha e soltou uma risadinha.
— Limitado? Deixa de frescura, rapaz! Tá com problema de desempenho? — provocou, rindo.
David revirou os olhos e balançou a cabeça.
— Não é isso, Vera. Essas meninas querem ir até o talo, sabe? Eu não tô pra isso tudo.
Ela franziu o cenho, sem entender de imediato.
— Como assim?
David desviou o olhar e tomou mais um gole de cerveja antes de responder.
— Você sabe, Vera… ir lá atrás.
Vera arregalou os olhos por um segundo antes de cair na gargalhada, batendo a mão na perna.
— Ah, então é isso! Menino, nos meus tempos ninguém pedia essas coisas, agora virou moda mesmo, hein? — disse, ainda rindo.
David deu de ombros.
— Pois é… Vera balançou a cabeça e apontou a latinha para ele.
— Cada um com seu gosto, ué. Mas ó, vou te falar, o que importa é deixar a pessoa confortável. Se não tá afim, não tem que fazer, simples assim.
David assentiu, pensativo.
— Eu gosto, mas não tô confiante pra ir com tudo, sabe? — admitiu.
Vera fez uma expressão curiosa e, sem pensar muito, soltou:
— Ah confesso , que já tentei com meu marido, mas não deu muito certo.
David arregalou os olhos, intrigado.
— Sério? O que aconteceu?
Vera deu de ombros, como se falasse de um problema qualquer.
— Ah, doeu demais. Ele não teve paciência, aí desencanei, se dói daquele jeito, não compensa.
David se mostrou curioso, apoiando o cotovelo no joelho enquanto olhava para ela.
— E ele fez o que? Não foi devagar, ou tentou usar um pouco mais de KY?
Vera com uma cara de curiosidade.
—KY? Como assim.
David meio indignado questiona.
— O que? Sem nada? Você tentou no seco? Ta doida?
Vera riu e tomou mais um gole de cerveja.
— Sei lá, menino… nem eu nem ele temos experiência nisso.
A conversa continuava leve, mas a curiosidade mútua sobre o assunto não parecia ter se dissipado. Vera tamborilava os dedos na latinha de cerveja, olhando para David com um sorrisinho de canto..
David soltou uma risada, balançando a cabeça.
— Ó, tô te devendo depois daquele teste, hein? Se quiser, eu pago. — brincou ele, piscando para ela.
Vera estreitou os olhos, como se analisasse a proposta.
— Sério mesmo? Você consegue? — perguntou, cruzando as pernas e apoiando o cotovelo no encosto do sofá.
David deu de ombros, confiante.
— Consigo, mas provavelmente sem muita força. Pelo menos o suficiente pra você ver que dá pra fazer sem ser ruim ou doer, tem KY aqui.
Vera riu e balançou a cabeça.
— Não sei viu, não vai te atrapalhar ou até machucar alguma coisa?… — disse ela, em dúvida.
David ergueu a latinha de cerveja em um brinde improvisado.
— Ah de leve dá sim e outra coisa, com o KY em dia, não tem com o que se preocupar! — acrescentou, rindo.
Vera caiu na gargalhada, batendo a mão na perna.
— Ta bom, menino!—Só porque voce me parece mais paciente que ele. E eu queria saber como é sem sentir dor.
Ele a encarou por um momento, analisando se aquilo era mesmo sério. Ela segurava o copo com as duas mãos, a expressão indecisa. Não era uma brincadeira.
— Tá, vamos lá. Mastem certeza que ta tranquilo pra você, né?.
Ela desviou o olhar por um instante, respirando fundo. Depois, assentiu.
— Tá. Mas…Não vai doer mesmo, né?
Ele se levantou e caminhou até ela, parando ao seu lado.
— Vamo ver. Qualquer coisa, eu tiro.
Ela riu, relaxando um pouco.
— Tá bom, então…
David a puxou pela mão e virou no sofá. Ela se acomodou de bruços com os cotovelos no assento do sofá e os joelhos no tapete, ainda hesitante, e sentiu quando ele abaixou sua calcinha com calma. Sem pressa, sem pressão. Ele sabia que o que importava ali era fazê-la se sentir confortável porém soltou uma piada.
— Olha o tamanho dessa calcinha… pra que isso tudo? — brincou ele, segurando o tecido entre os dedos.
Vera riu, olhando para trás.
— Você queria o quê? É bem mais confortável, oras! — respondeu, balançando a cabeça.
David soltou uma risada e continuou, mantendo o clima leve.
Vera respirou fundo, sentindo o toque quente e paciente. Ele não apressou nada; apenas explorava o momento, esperando que ela relaxasse.
— Me avisa qualquer coisa, tá? — disse david.
Ela assentiu, mordendo o lábio, e sentiu quando ele se posicionou melhor. Antes de prosseguir, David abriu a gaveta da mesa de centro e pegou um frasco de KY.
Apertou um pouco entre os dedos e massageou-a com paciência, espalhando o líquido morno pela entrada dela. Vera se arrepiou com o toque, mas relaxou aos poucos.
David começou devagar, preparando-a com pequenos toques antes de qualquer movimento mais intenso. Vera respirava fundo a cada avanço, sentindo o cuidado dele. A cada pausa que fazia para verificar se ela estava confortável, um novo arrepio percorria sua pele.
— Tá tudo bem? — ele perguntou de novo, mantendo os olhos nela.
— Uhum… — ela murmurou, segurando a almofada do sofá.
Ele manteve o ritmo calmo, atento a cada reação dela. Mesmo quando sentiu que poderia avançar, continuou segurando-se, permitindo que ela se acostumasse ao toque antes de aprofundar qualquer movimento.
A primeira investida foi lenta, cuidadosa. Vera se ajustou a ele aos poucos, seu corpo respondendo à paciência e ao controle dele. O desconforto inicial foi dando espaço a uma nova sensação, algo diferente e inesperado. Seus músculos relaxaram gradativamente, e David percebeu quando ela começou a se mover por conta própria, explorando a experiência.
A respiração dela ficou mais pesada, os gemidos mais audíveis. O momento, que começou como um simples teste, agora se tornava algo visceral e envolvente. David se segurou para não acelerar demais, querendo aproveitar cada instante daquele contato inesperado.
Após alguns minutos nesse ritmo, o clímax veio de forma inesperada para ela, como uma onda crescente. Seu corpo tremeu sob ele, os dedos apertando o sofá. David a segurou firme, deixando-a aproveitar até o último instante. Quando finalmente parou, ele deslizou os lábios por suas costas em um beijo leve.
Vera pensava em silencio.
“Ué… dessa vez nem doeu. Com o Sergio foi horrível, parecia que tava enfiando um cabo de vassoura. Será que fizemos errado? Ou será que é o jeito do David? Depois preciso ver um jeito de fazer o marido entender isso sem ele achar que tô comparando.”
— David quebra seu pensamento, Foi tranquilo? — ele perguntou, ainda levemente ofegante.
Ela sorriu, virando o rosto para ele.
— Foi bem melhor do que eu esperava…
Vera ainda estava empolgada, mexendo os pés no ar como uma adolescente animada.
— Menino, eu tô chocada! Eu achava que isso nunca ia dar certo pra mim! — disse, rindo sozinha.
David riu junto, apoiando a cabeça no braço.
— Ué, mas é assim que sempre deveria ser. Vera bufou, revirando os olhos.
— Ah, nem me fala! Parecia que ele tava enfiando um cabo de vassoura quando tentei, homem bruto demais!
— Tá explicado então! — David fez uma cara de falso espanto. — Você tava era sendo torturada!
Ela riu alto e suspirou.
— Mas vou te falar, viu… esse KY faz toda a diferença! Agora como é que eu vou sugerir isso pro meu marido sem parecer que testei antes que é a pergunta?
David arqueou a sobrancelha, divertido.
— Ih, boa sorte nessa missão aí, viu! Se conseguir, me ensina, porque essa aí eu quero ver!
Os dois caíram na risada, ainda deitados lado a lado, enquanto Vera tentava bolar um plano.
— David, olha isso… Me perdi e acabei nem pensando em como você está. — Ela mordeu o lábio, ainda respirando fundo. — Você tá duro ainda.
Ele riu baixo, balançando a cabeça.
— Tá tudo bem. O foco era a sua experiência.
Ela o encarou por um instante, como se ponderasse sobre algo, então um sorriso travesso surgiu em seus lábios.
— Ah, mas isso não tá certo… — Ela se aproximou um pouco mais, os dedos traçando um caminho preguiçoso pelo peito dele. — Acho que posso dar um jeito nisso…
David ergueu uma sobrancelha, divertido.
— Não precisa se preocupar.
Vera riu, encostando a cabeça no sofá.
— Eu sei… Mas agora eu quero.
Vera deslizou devagar para baixo, o olhar brincalhão fixo no rosto de David. Ela sabia que ele a observava, curioso, antecipando cada movimento. Quando os dedos dela deslizaram suavemente pela pele dele, David soltou um suspiro baixo, como se seu corpo já soubesse o que estava por vir.
Sem pressa, Vera deixou que os lábios roçassem primeiro, quase sem contato, testando a sensibilidade dele. Sua respiração quente causou um leve arrepio, e ela percebeu que David já estava completamente atento a cada pequeno gesto seu. Quando finalmente passou a língua de forma lenta e provocante, sentiu o corpo dele se contrair levemente sob seu toque.
— Ah… — David exalou, a voz rouca, fechando os olhos por um instante.
Satisfeita com a reação, ela começou a explorá-lo com mais intenção. A ponta da língua traçava caminhos suaves, alternando entre movimentos largos e pequenos toques delicados. Os lábios envolviam com pressão controlada, ora sugando devagar, ora soltando com um estalo discreto. A cada mudança de ritmo, David respondia instintivamente — um suspiro mais profundo, os músculos das coxas tensionado por um breve momento, a respiração ficando cada vez mais irregular.
Ele não se segurou por muito tempo. Os dedos deslizaram para os cabelos dela, sem puxar, apenas segurando, acompanhando o ritmo que ela ditava. Vera, por sua vez, se divertia com a forma como ele se entregava ao momento, completamente vulnerável sob seu toque.
A língua dela desenhava círculos preguiçosos antes de aprofundar os movimentos, e foi nesse instante que David gemeu mais alto, a cabeça caindo para trás no sofá. O prazer foi se acumulando, crescendo, até que ele soube que não conseguiria segurar por muito mais tempo.
— Vera… — ele murmurou, como um aviso, entre respirações entrecortadas.
Ela, no entanto, não parou. Em vez disso, intensificou a pressão e acelerou sutilmente os movimentos, até que David se entregou completamente, um gemido grave escapando de seus lábios enquanto ele finalmente atingia o clímax.
Vera segurou o ritmo por mais alguns segundos, antes de se afastar devagar, observando-o com um sorriso de satisfação no rosto. Ele estava largado no sofá, ainda recuperando o fôlego, um brilho de prazer nos olhos semicerrados.
Ela se levantou, ajeitando o cabelo, e com um ar despreocupado, caminhou até o banheiro para se enxaguar. Quando voltou, encontrou David a encarando com um sorriso preguiçoso.
— Se continuar assim, vou acabar mal-acostumado… — ele brincou, a voz ainda um pouco rouca.
Vera revirou os olhos e deu um tapinha leve na coxa dele.
— Deixa de ser bobo, menino. O que mais tem é menina nova pra fazer isso pra você.
Ele riu junto, balançando a cabeça.
— Pode até ser, mas nenhuma com essa sua sabedoria de vida.
Ela revirou os olhos, fingindo impaciência.
— Pronto, agora eu sou coach de safadeza.
Os dois caíram na gargalhada, deixando a conversa fluir de forma leve e divertida. A tarde passou mais rápido do que esperavam, entre risadas e brincadeiras, até que Vera decidiu que era hora de ir para casa.
Agora, enquanto caminhava para sua casa, um novo desafio ocupava sua mente: como introduzir o KY na conversa com o marido sem ele saber que havia testado antes.
Espero que tenham gostado…